segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O GH- HORMÔNIO DE CRESCIMENTO EXERCE SUAS AÇÕES INCLUINDO O CRESCIMENTO INFANTIL-JUVENIL MEDIANTE RECEPTOR ESPECÍFICO (GHR), MEMBRO DA FAMÍLIA DOS RECEPTORES DE CITOCINAS. O GHR APRESENTA DOMÍNIO EXTRACELULAR, PORÇÃO TRANSMEMBRÂNICA E DOMÍNIO CITOPLASMÁTICO. ATÉ, RECENTEMENTE, ACREDITAVA-SE QUE ERA NECESSÁRIA A DIMERIZAÇÃO DO GHR, OU SEJA, O ACOPLAMENTO DE DOIS RECEPTORES, PARA QUE OCORRESSE A TRANSMISSÃO DO SINAL APÓS A LIGAÇÃO COM A MOLÉCULA DE GH. FISIOLOGIA–ENDOCRINOLOGIA–NEUROENDOCRINOLOGIA–GENÉTICA–ENDÓCRINO-PEDIATRIA (SUBDIVISÃO DA ENDOCRINOLOGIA): DR. JOÃO SANTOS CAIO JR. ET DRA. HENRIQUETA VERLANGIERI CAIO.

No homem, a clivagem da porção extracelular do GHR origina uma proteína de aproximadamente 55 kDa, com alta afinidade e especificidade para o GH, mas com baixa capacidade de ligação, denominada GHBP, cujo papel sobre a bioatividade do GH é descrita tanto como estimulador, quanto inibidor, dependendo do modelo de estudo. (em humanos). Em embriologia, clivagem é o nome dado ao desenvolvimento de um organismo multicelular através de uma série de divisões mitóticas um dos pressupostos fundamentais e principais da biologia celular é o de que todas as células se originam a partir de células pré-existentes, à exceção do ovo ou zigoto que, nos seres vivos com reprodução sexuada, resulta da união de duas células reprodutivas (gametas), cada qual com metade da informação genética de seus ascendentes. A mitose é um processo de divisão celular, já que, a partir de uma célula formada, originam-se duas células com a mesma composição genética (mesmo número e tipo de cromossomos), mantendo assim inalterada a composição e o teor de DNA característico da espécie (exceto se ocorrer uma mutação, fenômeno menos comum e acidental). Este processo de divisão celular é comum a todos os seres vivos, dos animais e das plantas multicelulares até os organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal ou, até mesmo, o único processo de reprodução (reprodução assexuada), onde o grande volume de citoplasma do embrião é dividido em numerosas pequenas células nucleadas, chamadas blastômeros. 
O zigoto é dividido inicialmente ao meio, depois em quartos, oitavos, dezesseisavos e assim por diante. Essa divisão sem crescimento do volume citoplasmático ocorre pela ausência das fases G1 e G2 da mitose, entretanto, a divisão nuclear ocorre em níveis extremamente altos. 

Há dois tipos de clivagem, a holoblástica (clivagem total) e a meroblástica (clivagem parcial), que possuem subtipos de clivagem, entre elas radial, espiral, rotacional e superficial (O tipo da clivagem está diretamente ligado à distribuição de vitelo no ovo, sendo alguns tipos os isolécitos, centrolécitos e telolécitos). As concentrações de GHBP têm sido utilizadas na avaliação da expressão do gene do GHR e da presença de possíveis mutações, particularmente nos éxons 2 a 7 deste gene, (éxon é um segmento de DNA de um gene eucarioto cujo transcrito sobrevive ao processo de excisão (ou splicing). Em uma molécula de mRNA, um éxon pode codificar aminoácidos de uma proteína, em outras moléculas de RNA maduro como tRNAs e rRNAs, o éxon constitui parte estrutural), responsável pela codificação da porção extracelular do GHR. O GH exerce suas ações mediante receptor específico (GHR), membro da família dos receptores de citocinas. O GHR apresenta domínio extracelular, porção transmembrânica e domínio citoplasmático. Até recentemente acreditava-se que era necessária a dimerização do GHR, ou seja, o acoplamento de dois receptores, para que ocorresse a transmissão do sinal após a ligação com a molécula de GH. 

Entretanto, estudos (dimerização corresponde à união de dois monômeros, formando um dímero. Ou seja, é a formação de uma molécula a partir de duas moléculas menores) recentemente mostraram que o GHR já se apresenta no organismo na forma de dímero, sofrendo alterações conformacionais após a sua ligação com o GH, a fim de permitir a transfosforilação dos hemi-receptores e, (como o seu nome indica, há transferência das ligações de fósforo previamente formadas a partir de moléculas de fosfocreatina e com intervenção da enzima creatinafosfoquinase - CPK). Fosfocreatina + ADP Creatina + ATP. 

Esta reação química acontece durante o esforço (na situação de repouso dá-se a reação inversa, ou seja, a fosforilação da creatina, com reposição dos níveis citoplasmáticos de fosfocreatina) consequentemente, das proteínas responsáveis pela sinalização intracelular. A transmissão do sinal ocorre mediante a ativação e a fosforilação da enzima JAK2 (Janus kinase 2) e de resíduos do domínio intracelular do GHR, o que resulta no engajamento de diversas proteínas de sinalização intracelular, incluindo os STAT (signal transducters and activators of transcription) -1, -3 e -5, e componentes da via das MAP (mitogen-activated protein) quinases. A fosforilação do STAT-5 é importante nas ações somatotróficas do GH, pois participa da regulação da secreção do IGF-1 e da IGFBP-3. 

Portanto, em outras palavras após o desencadeamento da logística e fisiologia do eixo receptor do GH-hormônio de crescimento e GHBP, um longo e complexo mecanismo metabólico se insere no desenvolvimento, maturação e permanência de criança, infantil, juvenil na fase crítica também da puberdade até chegar à fase adulta, mas, a bem da verdade esses processos seguem até a senescência, ou seja, por toda a vida.


Dr. João Santos Caio Jr.

Endocrinologia – Neuroendocrinologista

CRM 20611



Dra. Henriqueta V. Caio
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930

Como saber mais:
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Referências Bibliográficas:
Caio Jr, João Santos, Dr.; Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Caio,H. V., Dra. Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Scarth JP (2006). "Modulation of the growth hormone-insulin-like growth factor (GH-IGF) axis by pharmaceutical, nutraceutical and environmental xenobiotics: an emerging role for xenobiotic-metabolizing enzymes and the transcription factors regulating their expression. A review". Xenobiotica 36 (2–3): 119-218. doi:10.1080/ 00498250600621627.PMID 16702112; Binder G, Wittekindt N, Ranke MB (February 2007). "Noonan Syndrome: Genetics and Responsiveness to Growth Hormone Therapy". Horm Res 67 (Supplement 1): 45–49. doi:10.1159/000097552. ISBN 978-3-8055-8255-1; "Actions of Anterior Pituitary Hormones: Physiologic Actions of GH". Medical College of Georgia. 2007. Retrieved 2008-01-16; King MW (2006). "Structure and Function of Hormones: Growth Hormone". Indiana State University; .F. Davies (ed.), A Case-Based Guide to Clinical Endocrinology, 2008, pag.16; Molitch ME, Clemmons DR, Malozowski S, Merriam GR, Shalet SM, Vance ML; Endocrine Society's Clinical Guidelines Subcommittee, Stephens PA (May 2006). "Evaluation and treatment of adult growth hormone deficiency: an Endocrine Society Clinical Practice Guideline". J. Clin. Endocrino. Metab. 91 (5): 1621–34.doi:10.1210/ jc.2005-2227. PMID 16636129; Prodam F, Caputo M, Belcastro S, Garbaccio V, Zavattaro M, Samà MT, Bellone S, Pagano L, Bona G, Aimaretti G (2012). "Quality of life, mood disturbances and psychological parameters in adult patients with GH deficiency". Panminerva Med 54 (4): 323–31. PMID 23123585; Nyberg F, Hallberg M (2013). "Growth hormone and cognitive function". Nat Rev Endocrinol 9 (6): 357–65. doi:10.1038/ nrendo.2013.78. PMID 23629538; Gilden D (January 1995). "Human growth hormone available for AIDS wasting". GMHC Treat Issues 9 (1): 9–11. PMID 11367383; Rudman D, Feller AG, Nagraj HS, Gergans GA, Lalitha PY, Goldberg AF, Schlenker RA, Cohn L, Rudman IW, Mattson DE (July 1990). "Effects of human growth hormone in men over 60 years old". N. Engl. J. Med. 323 (1): 1–6. doi:10.1056/NEJM19900705 3230101. PMID 2355952; Liu H, Bravata DM, Olkin I, Nayak S, Roberts B, Garber AM, Hoffman AR (January 2007). "Systematic review: the safety and efficacy of growth hormone in the healthy elderly". Ann. Intern. Med. 146 (2): 104–15. doi:10.7326/0003-4819-146-2-200701160-00005. PMID 17227934; "No proof that growth hormone therapy makes you live longer, study finds". PhysOrg.com. 2007-01-16; Stephen Barrett, M.D. Growth Hormone Schemes and Scams; Kuczynski A (1998-04-12). "Anti-Aging Potion or Poison?". New York Times; Ryan Cronin. (2008) Bureaucrats vs. Physicians: Have Doctors Been Stripped of Their Power to Determine the Proper Use of Human Growth Hormone in Treating Adult Disease? Journal of Law & Policy 27 pp 191-217.



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